1. Abertura
O Galpão Contemporâneo é laboratório de design e experimentação, onde a madeira se torna linguagem, matéria e processo criativo.
2. História e percurso
O Galpão Contemporâneo nasceu do encontro entre matéria-prima e imaginação. No início, foi oficina de objetos em madeira maciça e metal, logo ampliada para móveis que combinavam madeira, metal e vidro. Aos poucos, o espaço se expandiu para além do ofício, incorporando tanto ferramentas elétricas quanto máquinas da marcenaria, mas sempre preservando o trato artesanal. Assim, o Galpão foi ganhando corpo como espaço de atravessamentos entre o design e a arte — lugar de peças serigrafadas, pintadas à mão e abertas à experimentação.
3. Princípios
- A madeira de reflorestamento — sobretudo o eucalipto citriodora rejeitado pelas empresas de postes e mourões — como matéria viva e linguagem de criação
- Na terceira fase do Galpão CTP, trabalhamos também com raízes de projetos sustentáveis, madeira urbana caída nas ruas ou cortada por equipes das prefeituras de São Paulo e Itu, madeira de demolição e, por fim, sobras descartadas da marcenaria tradicional
- Ou seja: sempre o respeito a cada corte, a cada sobra
- O design artesanal como pesquisa contínua, baseado no aproveitamento e na transformação
- A experimentação como método, mais processo que produto
- O coletivo como força que amplia o gesto individual
- O encontro entre matéria, corpo e poesia visual
4. Conexão com o público
O Galpão Contemporâneo sempre foi um espaço aberto para diálogos e trocas — e ainda permanece em suspense se retomará sua forma aqui no sul do país. Cada objeto e cada experiência não são apenas resultados, mas convites: a tocar, a pensar, a perceber os caminhos do fazer. É um lugar onde a prática artesanal encontra a invenção poética.
5. Fecho
Entre troncos, tábuas, cubos, sobras, serragem e ideias, seguimos criando durante vinte anos. O Galpão, em tese, ainda é isso: matéria em transformação, espaço de processos e experimentos. O resto é invenção.
